A indústria mineira apresentou números positivos de produção em julho e otimismo dos empresários para o segundo semestre. De acordo com dados da pesquisa Indicadores Industriais da Fiemg divulgada nesta quarta-feira (8), o desempenho no mês repete a tendência de estabilidade verificada nos primeiros seis meses do ano.
Em julho, o faturamento apresentou ligeira alta, houve incremento nas horas trabalhadas influenciado pelo crescimento no emprego e pequeno avanço na utilização da capacidade instalada. Já o Índice de Confiança do Empresário Industrial de Minas Gerais (Icei-MG), de natureza qualitativa, mostrou que as expectativas seguem otimistas para o segundo semestre.
Na avaliação do presidente do Conselho de Política Econômica e Industrial da Fiemg, Lincoln Gonçalves Fernandes, o otimismo dos empresários é justificado pela conjuntura. “É crescimento bom para uma economia que apresenta relativa estabilidade,” analisou.
Em julho, o faturamento da indústria mineira registrou elevação de 1,30%, em relação a junho. No mesmo período, o emprego mostrou incremento de 0,72%. As horas trabalhadas na produção mostraram acréscimo de 3,80% em julho, na comparação com o mês anterior. Este foi o oitavo mês consecutivo de crescimento da variável nesta base de comparação. Já a massa salarial real apresentou incremento em julho de 11,59%, quando comparada ao mês anterior. Por sua vez, a Utilização da Capacidade Instalada registrou expansão de 1,89 pontos percentuais (p.p.) em relação a junho.
A Sondagem Industrial de Minas Gerais também mostrou o quadro de estabilidade. De acordo com a pesquisa, que varia de zero a cem com valores acima de 50 indicando crescimento, o nível da produção industrial de 50,8 pontos sinaliza que o momento é de acomodação. É o segundo mês consecutivo de estabilidade. Os estoques situaram-se acima do planejado pelas empresas, com 52,2 pontos. Desde o começo do ano esse indicador atingiu os 50,0 pontos apenas no mês de março, e manteve-se abaixo da linha divisória nos demais meses.
Fernandes observou que as expectativas para os próximos seis meses seguem otimistas, apesar da falta de confiança na quantidade exportada (47,4 pontos) persistir. Os empresários continuam confiantes quando o assunto é o aumento na demanda e na compra de matéria-prima, que registraram índices de 60,8 e 59,6 pontos, respectivamente.
O Icei-MG atingiu 63,6 pontos no mês de agosto. O valor é ligeiramente inferior aos alcançados no primeiro semestre de 2010, mas situa-se acima dos níveis verificados antes da crise econômica e supera a faixa delimitadora dos 50 pontos.





























